11 de março de 2015

O DOUTOR BONS MODOS


Cenário:
O consultório do Doutor ou algo similar.tipo uma cadeira e uma mesinha como se fosse UPA

Personagens:
Tião – um menino- Agressivo, grita, bate nas crianças e irmão.
Dr. Bons modos (Engraçado – com alguma característica de palhaço-Estetoscópio no pescoço, roupa branca)
Enfermeira – Dona Educação – Usa muito as boas maneiras – Palavras como: Obrigada, por favor, com licença.
Leninha Pegacoisas – Pega coisas dos outros (roubo)
Maria  Teimosa – Insociável e desobediente e teimosa
Carlinhos Mexemtudo

Inicia.

Enfermeira (ao telefone):
Alô? Bom dia. Sim, é do consultório do Dr. Bonsmodos.
Não senhora.
Ele só atende crianças
Que não tem educação
E resolve seus problemas
Sem fazer operação...
Doutor (entra) – Bom dia, Dona Educação. Como estão as coisas hoje?
Enfermeira – Bom dia, doutor Bonsmodos. Pelo jeito as crianças estão piorando. Muitas mães e professoras têm chamado durante toda a manhã.
Doutor – Isso é grave. E quais são os sintomas?
Enfermeira – Falta de educação , grosserias e outras coisas... Alguns parecem mesmo incuráveis.
Doutor – Bem, bem, deve ser alguma epidemia. Falta de educação é contagiosa.
Enfermeira – São sim Dr. O Sr. Já reparou que se um menino tem maus hábitos, logo os seus amigos também aprendem?
Doutor – É verdade. Verei o que posso fazer. ( Entra Tião, empurrando alguém -o irmão).
                Bem, aí está o nosso primeiro caso. O tipo de garoto que gosta de bater nos
                Colegas e irmãos.. Bom dia, jovem!
Tião (gritando)- O senhor é que é o velho Dr. Bons modos, é?
Doutor  –  Sim,  sou. Mas não precisa gritar. Qual é o seu nome e qual a sua dificuldade?
Tião – O meu nome é Tião
            E dizem que eu não tenho educação
            E bato nos meus amigos e também no meu irmão.
Doutor – Hum! O caso é muito grave. Dona Educação quer ter a bondade de ajuda-lo a sentar-se enquanto eu vou buscar os instrumentos? (sai)
Enfermeira – Pois não, Dr. Deixe-me ajuda-lo Tião. Por favor sente-se aqui.
Tião – Não preciso de ajuda de ninguém. (Joga-se na mesa)
Enfermeira – Eu estava apenas querendo ser Educada.
Doutor (entra com uma colher e uma fita métrica) Agora vamos ver. Abra a boca jovem e diga: ah!
Tião (gritando) – aaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!
Doutor – Um pouco áspera...
Enfermeira – E muito alta...
Doutor – É isso o que a falta  maneiras faz com à garganta. Eu tenho a impresão que se nós pincelarmos a sua garganta com Azul fale baixo  de Mitileno...
Enfermeira – Eu vou busca-lo Dr. (Sai)
Doutor – Se você soubesse, meu filho, como é feio bater nos amigos e no irmão e falar sempre gritando...
Tião – É muito feio é?
Doutor – Se é... Você nem pode calcular...
Enfermeira  (entra) – Aqui está o remédio Dr.
Doutor – Muito obrigado, Dona Educação. Tião, eu acho que depois disto você vai melhorar bastante. Agora, abra a boca. Assim... Não tenha medo que não vai doer. (pincela) E então? Doeu?
Tião Não, nem um pouco.

Doutor – Muito bem, muito bem – Agora, deixe-me ver o seu braço direito (examina o braço) Um bom braço...(Tião faz cara alegre) pena que...(Tião fecha o rosto, demonstrando preocupação)
Tião – O que o Sr. Acha desse músculo, heim Doutor?
Doutor – Ótimo Tião, mas é uma vergonha gastar um músculo tão bom batendo nos amigos e no seu irmão. Qualquer dia você vai precisar dele para brincar, jogar futebol e quando crescer para trabalhar...
Tião – É verdade, eu nunca pensei nisso...
Doutor – Bem eu acredito que com essas pílulas de “sossego”, você ficará curado. Agora sente-se ali e fique quieto um pouquinho.(ele senta – entram Maria e Leninha  brigando. Carlinhos também entra e vai mexendo em tudo).
Leninha –(pega a boneca de Maria): Eu quero esta boneca, é minha!
Maria – Devolva a minha boneca , não é tua. Você tem mania de pegar coisas dos outros (gritando)
Enfermeira – Silêncio crianças! Não mexa nas coisas do Dr.  Bons modos, menino! Sente-se ali e fique quietinho  que ele já vai atender você.
Maria – Chíii! Lá está o Tião. Pelo jeito ele deve estar doente. Nunca vi o Tião  tão quieto assim.
Tião – Mas eu não estou doente. Estou aqui me sentindo muito bem.
Doutor – Ótimo, Ótimo, o remédio já está fazendo efeito. Agora crianças, vamos ver o que posso fazer por vocês. Você primeiro. Como é que você se chama?
Leninha – O meu nome é Leninha.
                 Dizem que não tenho educação
                 Gosto de pegar coisas
                 Não  me controlo não!
Doutor – Hum...  Sim, Sim...
Enfermeira – É uma pena! Ela poderia ser uma menina tão bonita e educadinha!
Helena – Eu não quero ser educadinha. Quero ser como sou!
Doutor – Mas minha querida, pegar coisas dos outros é um péssimo costume. Sente-se aqui na mesa e vamos ver o que se pode fazer. (Pega o livro e consulta) Hum... sim, eu acho que é isso...
Enfermeira – O sr. Acha que tem cura Doutor?
Doutor – Eu espero que sim. O meu livro de conselhos diz que nesses casos o único remédio é o Devolvetudojá.
Enfermeira – Háa sim, eu vou pegar. Quantas gotas Doutor?
Doutor – Uma gota quantas vezez forem necessárias ao dia. Enquanto ela continuar pegando coisas dos outros terá que tomar o devolvetudojá.(A enfermeira pinga na boca de leninha).
Leninha – Aiii... Que amargo!
Enfermeira – Agora  devolva essa boneca que você pegou da menina.(Helena  olha para a boneca e diz):
Helena – Que vergonha! Eu peguei mesmo essa boneca da Maria! Vou devolve-la sim.(Helena devolve a boneca para Maria).
Maria – Que alegria! A minha boneca. Você devolveu. Obrigada Leninha. (Dá-lhe um beijo).
Helena – Doutor, estou me sentindo tão bem!
Doutor - É sinal de que o remédio está fazendo efeito, Leninha.Sente-se ali, ao lado o Tião e vamos ver se o tratamento continua dando bom resultado. (ela senta). O próximo...
Maria  - Eu sou a próxima
              O meu nome é Maria Teimosa.
              Quando é hora de estudar
              Eu sou mesmo um perigo
              E por não me comportar
              Fico sempre de castigo.
Enfermeira – É doutor, aqui no prontuário está escrito que ela é muito teimosa,  que desobedece a professora, fazendo tudo o que quer. Não quer entrar na sala de aula, não brinca com ninguém, e não faz amizades e nem cumprimenta as pessoas.
Maria – Sim, e estou muito zangada (brava).
Doutor – Verdade? E porque está zangada?
Maria – Fico sempre de castigo (reclamando)
Doutor – Bem, Maria, eu acho que na escola devemos ter muito bons modos.
                Vamos tentar ajuda-la. Às vezes os piores casos são mais fáceis de se resolver.
                Vamos coloca-la na “ balança dos bons modos”, a minha última invenção para
                medir maneiras...
Enfermeira – Está bem, por favor Maria, venha cá um instantinho.
Maria – O que é isso, hem?
Enfermeira – É a  “balança dos bons modos”.
                      Agora fique quietinha aqui em cima e faça o que o Dr. Mandar.
Doutor – Respire fundo, Maria...
Maria – (respira) – Assim?
Doutor – Hum... Hum..
Maria – O que é que há? Eu pensei que pessasse bastante.
Doutor – Não nesta balança, meu bem. Ela só marca o peso das boas maneiras e nela você está pesando apenas 500 gramas. Bem menos de um quilo. Você está bem magrinha.
Maria – Tão pouco assim?
Doutor – Pois é precisamos dar um jeito
                Dona Educação, ainda temos aí aquelas pílulas de “Bom comportamento”?
Enfermeira – Temos sim Dr., vou busca-las. (sai).
Doutor -  Ouça um conselho, minha filha:
                A pior coisa desse mundo é uma criança sem modos e sem educação. Você não acha Maria?
Maria – Sim  Doutor!
Enfermeira (entra) – Aqui estão, Doutor, as pílulas de bom comportamento.
Doutor – Muito obrigado. Bem, agora estenda a sua mão, Maria, e,tome uma pílula.
Maria – Só uma? Me dá mais se não eu não tomo.
Doutor – Ah... Ah...Lembre-se de suas maneiras (ela toma) Agora sente-se ali com os outros. Ah! Ótimo, temos mais um paciente: Venha , entre... Vamos ver o que se pode fazer com esse menino. Qual é o seu nome?
Carlinhos – Carlinhos Mexentudo.
                   Eu gosto de mexer em tudo (Mexendo)
                   E não sei ficar parado
                   E quando se quebra coisas
                   Sou eu sempre o culpado.
Doutor – Pois é, Carlinhos, você também tem um péssimo costume, e que não fica nada bonito para um menino tão engraçadinho como você. Onde já se viu andar mexendo em tudo e quebrando coisas. Dona Educação, a senhora não acha que um pouco  daquela pomada “Não me toques”, faria o Carlinhos se comportar? (mexe em tudo e derruba coisas).
Enfermeira – Eu creio que sim doutor. Eu vou busca-la. (sai).
Carlinhos – Eu acho que é Por eu ser tão desastrado que os meus amigos não me convidam mais para ir brincar nas suas casas.
Doutor – Então, está vendo como é ruim a gente não ter bons modos?
Enfermeira – (entra) Pronto, Dr. Aqui está a pomada “Não me toques”.
Doutor – Bem, Carlinhos, dê-me a sua mão. (passa a pomada).
Carlinhos – Eu já posso ir embora?
Doutor – Ainda não. Sente-se ali com os outros que eu quero examina-los mais uma vez.
Tião – Mas doutor, por que nós vamos ser examinados outra vez? Eu não sinto mais vontade de bater em ninguém e nem de gritar...
Leninha – E eu não tenho mais vontade de pegar coisas dos outros.
Maria – E eu quero chegar em casa e dizer para a mamãe: Por gentileza, já posso almoçar?
Carlinhos – E eu, depois que fizer a lição, vou me sentar e ler um bom livro, sem amolar ninguém.
Enfermeira –  Oh! Doutor. O senhor fez um trabalho maravilhoso.
Doutor – Sim, Sim, parece. Isso porque no fundo todas as crianças são boazinhas. É, mas a falta de boas maneiras é uma coisa muito engraçada. A gente pensa que elas foram-se embora e de repente elas voltam.
Enfermeira – Mas Doutor, deve haver um modo de tornar as boas maneiras permanentes.
Doutor – Sim há. Mas isso tem que vir diretamente de um lugar que está aqui dentro (aponta o coração): O coração! Por isso é que eu quero ouvir os seus corações. Você primeiro Tião. (ausculta o braço do Tião)
Tião – Ei Doutor, o meu coração não é aí!
Doutor – Sim, eu sei, (coloca no lugar certo).
                Só queria saber se o seu coraçãozinho está no lugar certo . E o seu está. Isso é
                muito bom.
(Ausculta o Coração de Leninha): Também o seu está no lugar:
                               o de Maria – E o seu tem uma boa batida.
                               O de Carlinhos – Bom, bom. Todos os seus corações estão nos lugares
                               certos.
Tião – Mas Doutor, o que é que nossos corações tem que ver com isso?
Doutor – Tem muito, Tião. Se ele estiver no lugar certo, você sempre terá respeito e consideração pelos mais velhos e por todo mundo – e aí está o segredo das boas maneiras.

Leninha – Sim doutor, nós queremos ser bonzinhos, mas não sabemos de que maneira faze-lo
Doutor – Façam apenas o que o seu coração mandar e lembrem-se de uma coisa que é muito importante. Tratem os outros como gostariam de ser tratados por eles. E para não esquecer prestem atenção, na musiquinha que eu vou ensinar.

Musica.