3 de maio de 2010

"MARIA MÃE DE DEUS"

Todo cristão deve ter uma cabeça e um coração. O cristã tem Jesus Cristo como Cabeça e Maria como Coração.

O coração é o motor que impulsiona e dá força. Maria Santíssima foi aquela que nos primeiros dias da Igreja dirigiu os Apóstolos, os animou, orientou e lhes deu as energias de que necessitavam para sair pelo mundo afora e evangelizá-lo.

Maria foi a alma da primitiva comunidade cristã.
O anjo Gabriel, ao anunciar a Maria sua missão celestial, cumprimentou-a, chamando-a "cheia de graça". Maria esteve tão repleta de graça, que não a teve somente para si, mas em tanta quantidade a ponto de dá-la também a nós. Não é por nada que a Igreja a chama de "Mãe da Divina Graça" e "Medianeira de todas as graças".

Realmente, Maria foi a fonte generosa da qual todos podemos beber a água da graça de Deus. Não podemos viver sem a graça, visto que sem a graça estamos mortos diante de Deus e por isso viver sem a graça é pretender viver qual morto, sem vida, o que é um absurdo.

Recorramos à fonte que é Maria e saciaremos nossa sede de graça e de vida.

Maria é Medianeira de todas as graças, de cuja generosidade todos temos recebido.

Outra das belíssimas invocações das ladainhas lauretanas com que invocamos a doce virgem Maria é: "Rainha da Paz".

Não somente porque a paz social nos virá pela intercessão da Virgem Maria, conforme ela mesma nos prometeu em suas aparições de Fátima, mas porque a Virgem nos proporciona a paz da alma; ela gozou de uma autêntica e profunda paz na sua alma, porque sempre teve a Deus pelo amor; a intimidade da alma de Maria foi tranqüila e serena, mansa e pacífica; seu Coração não foi perturbado por nenhuma turbulência nem agitação.

Quem não quer gozar de paz, quem não busca a paz exterior e interior? Acontece que não poderemos gozar da paz exterior, se não a tivermos no interior; mal se pode viver em paz com os outros, se não se vive em paz consigo mesmo.

Maria viveu integrada à Sagrada Família de Nazaré onde tudo era oração, trabalho e amor.

Virgem do silêncio, que fez silêncio em seu Coração, para poder ouvir de um modo mais perfeito a Palavra de Deus! O anjo encontrou Maria retirada em seu aposento, em silêncio, sem atividade, em profunda oração de contemplação, deixando que o Espírito Santo operasse nela.

Pareceria que nós agimos de maneira contrária, sempre falando, sempre em atividades, desenvolvendo intenso dinamismo, vivendo fora de nós, vivendo a vida dos outros e não a nossa.

Vida de ouvidos, de língua, de mãos e pés, de atividade e movimento; talvez fosse o caso de se ter que equilibrar tudo isso com a vida de silêncio, de retiro, de oração e de contemplação.

Maria leva paz e união aos lugares em que é invocada com o santo Rosário.

Se o encontro com Deus produz felicidade, a busca e o encontro da Mãe do céu enchem e satisfazem plenamente nosso coração.

Como o encontro da mãe e do filho é causa de felicidade para ambos, o encontro e o relacionamento do cristão com a doce Mãe produzem profunda satisfação, tanto nela como no cristão, seu filho.

E que tamanha e firme alegria se vive, quando alguém se sente tão unido a Maria pelo amor, quando sabemos que ela é nossa verdadeira Mãe e nos ama e cuida de nós como tal!

Não esqueçamos, portanto, de cada dia deixar-nos levar pelas mãos de Maria, invoquemo-la, recebamo-la, acorramos a ela com confiança e amor de verdadeiros filhos.

Maria há de ser sempre vista como o protótipo vivo de todo cristão que vive o Evangelho.