Gostaria de mostrar algumas diferenças da Bíblia em suas várias versões: Católica, protestante, Ortodoxa e Hebraica.
A palavra Bíblia, vem do grego biblíon, nome dado aos livros feitos de papiro. O termo surgiu por causa da cidade fenícia de Biblos, de onde os gregos importavam papiro para fazer seus registros. Foi São Gerônimo que criou a expressão hagia bíblia "Biblioteca divina", em latim.
A Bíblia católica tem 73 livros e a Bíblia protestante tem 66 livros e alguns capítulos a menos de Ester e Daniel. Temos também a Bíblia ortodoxa, com 80 livros.
Os livros presentes na Bíblia católica que não aparecem na protestante são:
- Tobias
- Judite
- Sabedoria
- Eclesiástico
- Baruc
- 1 Macabeus
- 2 Macabeus.
Além desses 7 livros temos ainda a ausência desses textos nas Bíblias Protestantes:
- Ester 10,4-16,24
- Daniel 3,24-90; 13-14.
A diferença se encontra no Antigo Testamento, enquanto que para o Novo Testamento, todas as duas bíblias têm os mesmos livros, ou seja, 27.
Na Bíblia protestante faltam 7 livros. A origem desta diferença começou no século XVI, quando o padre alemão Martinho Lutero rompeu com a Igreja Católica, dando início ao movimento conhecido como Reforma Protestante. Lutero achava, por exemplo, que a interpretação da Bíblia poderia ser feita por qualquer pessoa, sem a intermediação da Igreja. Para marcar ainda mais a diferença entre os protestantes e a Igreja Católica, Lutero decidiu rever a Bíblia.
A versão Católica do antigo testamento sempre se baseou na Septuaginta, uma tradução da Bíblia judaica para o grego, muito popular na época de Jesus. Nesse processo de tradução, alguns textos foram acrescentados: entraram sete livros novos (Macabeus 1 e 2, Judith, Tobias, Sabedoria, Eclesiástico e Baruch) e trechos extras de dois livros já existentes (Daniel e Ester). Lutero optou por seguir uma versão do Antigo Testamento que era baseada em manuscritos em hebraico, que não continham os sete livros citados acima.
Entre os cristãos, além das bíblias católica e protestante, há uma terceira bíblia pouco conhecida, aquela comum entre as igrejas ortodoxas grega e russa. Essa bíblia contém até 53 livros para o Antigo Testamento, isto é, 7 a mais do que a bíblia católica:
- 1 Esdras
- Salmo 151
- Oração de Manassés
- Salmos de Salomão
- Carta de Jeremias (Texto presente em - Baruc, na Bíblia católica)
- Susana (Capítulo 13 de Daniel católico)
- Bel e o Dragão (Capítulo 14 de Daniel católico)
Somando esses 53 livros aos 27 do Novo Testamento, a soma total é de 80 livros.
Para ficar mais claro as diferenças entre uma e outra, observe o quando abaixo, a ordem dos livros, todavia, não é como nas edições das respectivas bíblicas:
Bíblias cristãs
Bíblia Hebraica
24 livros
Bíblia ortodoxa
80 livros
Bíblia Católica
73 livros
Bíblia Protestante
66 livros
Em relação aos números estatísticos que tanta gente tem curiosidade em saber: quantos versículos, capítulos, letras, etc., contém a Bíblia; estamos diante de uma questão complicada. Primeiro de tudo, quanto ao conteúdo, os capítulos e versículos não têm nenhuma importância, visto também que não fazem parte do texto original. De fato, foram acrescentados nos textos somente em época muito tardia. Nenhum livro da Bíblia foi escrito com capítulos numerados. Em 1205, Stephen Langton, arcebispo de Cantuária, introduziu a divisão em capítulos e os versículos foram acrescentados somente em 1551 por Robert Stephanus.
Todos os dois, para fazer essa divisão, usaram a tradução latina da Bíblia, a Vulgata. Além disso, existe algumas diferenças entre as edições, sobretudo em relação aos versículos. E depois, a outra questão sobre as letras, é de verdade impossível responder. Cada edição é fruto de um tradutor que usou palavras diferentes para traduzir uma palavra original, em grego ou hebraico. Por exemplo, um tradutor, em 1Coríntios 13, pode ter usado “caridade” e outro “amor” e isso influencia a conta final de letras e também de palavras. Poderíamos tratar diretamente os textos em grego e hebraico. Mas também nesse caso não é fácil, pois existem diversas variantes, visto que não temos mais em mãos os textos originais dos autores. E também nesse caso, dependendo da escolha da variante, o resultado final muda. Portanto, se você quer saber estatísticas exatas da Bíblia, precisa definir uma edição. E quando vê uma estatística na WEB, nunca acredite fielmente como "Estatística da Bíblia", mas eventualmente de uma determinada edição. E se não diz que edição é, não é uma estatística séria.
Quanto à linguagem original da Bíblia temos que os textos do Antigo Testamento foram escritos em aramaico (antiga língua usada em partes do Oriente Médio) e em hebraico (idioma ainda hoje usado em Israel). Os textos do Novo testamento foram feitos em grego, em Copta (idioma que vem do egípcio antigo) e também em aramaico.
Para nos ajudar nos estudos da Bíblia temos a exegese e a hermenêutica. A palavra “exegese” é um termo grego para explicar o trabalho que fazem os estudiosos na análise de um texto bíblico. Significa “tirar de dentro” tudo o que o texto diz. A palavra “hermenêutica” também é uma palavra de origem grega e significa o trabalho de encontrar a mensagem que está escondida por trás das palavras e aplicá-la ao hoje.
Fontes:
abiblia.org
Consultoria: Homero Santiago, Professor de história e filosofia modera; Itamar Neves Souza, mestre em ciências da religião pela UMESP, Professor Carlos de Melo Magalhães, diretor da Faculdade de Filosofia e Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo; Raphael Rodrigues da Silva, Professor de teologia da PUC-SP
Sou catequista desde 2000 ,minha história começou quando minha filha aos 7 anos questionou que não
15 de setembro de 2015
14 de setembro de 2015
Incentive as crianças a ler a BÍBLIA...
Incentivar as crianças a gostarem da Palavra de Deus é um valioso investimento.
As crianças são de grande importância para o Reino de Deus. É prazer de Deus, por intermédio do Seu Filho Jesus Cristo, alcançar o coração delas. Conduzi-las a ter um encontro pessoal com Jesus é um grande desafio, mas também a mais doce esperança de um mundo melhor. Não foi por acaso que Jesus ordenou que deixassem as crianças irem a Ele. Ao proferir essas palavras, diz a Escritura que Ele estendeu as mãos sobre as crianças e as abençoou.
O ensino bíblico para crianças deve ser valorizado por todos que fazem parte da vida delas. Este, sim, é um valioso investimento! Não vai existir fase mais adequada – para que sejam construídos e reconstruídos os pilares para uma vida saudável e comprometida com o mundo que a infância.
A figura da criança é apresentada, na Bíblia, desde muito cedo. Moisés e João Batista são exemplos de apóstolos que eram comprometidos com o mundo espiritual desde que eram crianças. Moisés recebeu um chamado, João Batista foi batizado no Espírito enquanto sua mãe, Isabel, recebia a visita de Maria.
A Palavra de Deus nos ensina por onde e como conduzir os filhos a este encontro com Deus, preservando a criança dos valores passageiros, impostos por ensinamentos que vêm de outras palavras. Como a palavra proferida pelas novelas, pelos excessos de desenhos animados, pelos colegas da escola e, também, pelo livre acesso a certos conteúdos da internet. É preciso deixar claro que a Palavra à qual me refiro está na Sagrada Escritura. Portanto, os filhos deverão ter a oportunidade de conhecê-la com a decisão da família de ser ou não ser uma família cristã. E a partir disso promover ações possíveis em que seus filhos consigam se aproximar da leitura bíblica.
Será primeiramente pelo testemunho dos pais que os filhos vão se deixar seduzir pela Palavra do Senhor. É comum ver pais ensinarem aos filhos quem é o Papai do Céu e a pedirem a Sua bênção, contudo, o tempo passa e este ensinamento não evolui. É uma fé tipicamente folclórica. A criança não frequenta a igreja, nunca viu os pais lendo a Palavra, não experimenta fazer caridade desde a mais tenra idade, não cresce habituada a reconhecer os seus pecados (mesmo tão mínimos) e cresce longe do costume de orar pelas pessoas que estão ao seu redor, em sua cidade e no mundo.
Incentivar um filho a gostar de ler e viver a Palavra de Deus é, antes de tudo, habituá-lo ao ambiente que tenha sinais de Deus. A criança é muito inteligente para perceber quando a família fala e não vive. Principalmente, aquelas que dizem crer em Deus, mas não testemunham esta crença com atos concretos de fé.
Seria muito bom que, antes de dormir, as crianças ouvissem histórias bíblicas ou assistissem a DVDs sobre os milagres e o amor de Jesus. É importante escolher um lugar da casa em que seja possível colocar algo que sinalize que, naquele ambiente, os seus proprietários são cristãos. As visitas, os vizinhos e os familiares precisam saber e respeitar essa decisão. É fundamental também educar os filhos dentro dos ensinamentos do Evangelho, mostrando-lhes sempre, com as leituras, como Deus gostaria que eles crescessem em graça e sabedoria.
Mesmo tendo a religião e a espiritualidade como base familiar, é necessário cautela, prudência, informação e inteligência para que nada saia diferente do que se espera. Várias são as passagens bíblicas que confirmam este querer de Deus com relação aos nossos filhos. Deuteronômio 6:4-9;
Marcos 10:13-16;
Josué 4:1-9
são passagens bíblicas que causam nas crianças a curiosidade sobre o mundo espiritual.
Como incentivar as crianças a gostar da Palavra de Deus?
Sendo pais que se lembrem do jeito de ser de Jesus! Caso contrário, os filhos terão aversão não só à Palavra como também a tudo que lembre o Divino. Em seguida, colocando em prática o que aqui foi proposto.
Os catequistas também precisam fazer uso de metodologias mais inovadoras e tecnológicas para esses ensinamentos ministrados nas paróquias. O sacerdote, por sua vez, ao perceber a presença de crianças nas Celebrações Eucarísticas, deverá referir-se a elas de forma especial, distante de uma linguagem complexa. Dentro desse contexto é muito bom ressaltar que nossa espiritualidade nos aproxima de Deus, com isso, contagiamos as pessoas que estão ao nosso redor sendo amáveis, dóceis e responsáveis com nossa família e com o mundo no qual estamos inseridos, usando uma linguagem decente e respeitosa. E demonstrando que queremos ser filhos de Deus amáveis e amados. Este será sempre um bom começo pra que os nossos rebentos possam entender a Palavra de Deus e gostar dela.
Texto retirado da canção nova.
11 de maio de 2015
Encontro da catequese
Tema : O semeador
Palavra de Deus: Mc 4, 3-20
O semeador trabalhar a nos mesmo ,tentar levá los a entender que nosso coração precisa ser bom para que possamos ter Jesus conosco e dar bons frutos com atitudes e direcionar para também trabalhar o nosso "lar" usando um vasinho e depois dar como lembrança do dia das mães
Vou precisar de :
placas escritas
Amor - terra preta ,
Carinho -barro ,
Respeito - outra terra,
Pedras -dificuldades ,
potes - casa ,
enfeites - dialogo ,
tinta dedicação e ainda placas com versículos 15 ao 20
Turminha da pré catequese
Turminha da primeira comunhão
Turminha do prezinho sábado
Tema : O semeador
Palavra de Deus: Mc 4, 3-20
O semeador trabalhar a nos mesmo ,tentar levá los a entender que nosso coração precisa ser bom para que possamos ter Jesus conosco e dar bons frutos com atitudes e direcionar para também trabalhar o nosso "lar" usando um vasinho e depois dar como lembrança do dia das mães
Vou precisar de :
placas escritas
Amor - terra preta ,
Carinho -barro ,
Respeito - outra terra,
Pedras -dificuldades ,
potes - casa ,
enfeites - dialogo ,
tinta dedicação e ainda placas com versículos 15 ao 20
Turminha da pré catequese
Turminha da primeira comunhão
Turminha do prezinho sábado
11 de março de 2015
O pastor misericordioso
Objetivos
* ilustrar a mensagem transmitida na parabola da ovelha perdida.
*Refletir sobre a vida,o pecado e o arrependimento para uma reconciliação
Material
*retalhos de tecido
*Agulha,linha
*Tesoura
*Grãos de arroz
Como brincar
* para cada grupo de cinco pessoas,faça cinco saquinhos de tecido na medida de 5x5 e encha com graos de arroz.Um deles deve ser confeccionados no tecido marrom em forma de coração, representado o pastor mmisericordioso,e os demais de tecidos branco como se fossem ovelhas.E brincar como cinco Maria a criança forma uma casinha com uma das mãos e com a outra joga o pastor para cima e tenta pegar as ovelhas e colocar na casinha..
O Senhor e meu pastor e nada me faltará. Sl 23 (22)1
DINAMICA SALVEM AS FAMÍLIAS
OBJETIVO
· Motivar o grupo para análise e reflexão de conflitos relacionados à vida familiar;
· Incentivar a interação entre os catequizando para solução pacífica de conflitos;
· Valorizar as virtudes;
· Lembrar os textos bíblicos de Lucas 2,41-52.
MATERIAIS
· Papel color set;
· Folhas de sulfite;
· Pincel atômico;
· Tesoura;
· Cola;
· Barbante
OBSERVAÇÃO: ao realizar uma oficina sobre o livro Brincando na catequese, na Livraria Paulinas de Porto Alegre, um grupo de catequistas apresentou esta atividade com o tema família, inspirada no personagem infantil Chapolim Colorado, que agora partilho com vocês.
COMO BRINCAR
· Divida os catequizando em dois grupos: A e B. Cada um do grupo A escolhe uma virtude (amizade, amor, compreensão, respeito) para representar. Em um retalho de papel color set, desenha um coração grande e escreve o nome da virtude nele, que deve ser pendurado no pescoço com a utilização de um barbante. O grupo B forma a família problema. Cada um recebe uma folha de sulfite, que também deverá ser pendurada no pescoço com o auxílio de um barbante, escolhe um problema familiar para representar e escreve-o na folha. Um participante do grupo A inicia o jogo relatando um problema familiar, por exemplo: “Falta diálogo em minha família, quem poderá me ajudar?”. A família das virtudes entra em ação: os integrantes se reúnem, refletem sobre o problema e elegem a melhor delas para solucionar a falta de diálogo. A virtude eleita se apresenta, expões os motivos pelos quais ocorre a falta de diálogo e abraça o catequizando que apresentou o problema. A atividade finaliza com um grande abraço entre todos os catequizando; Pode-se cantar o refrão da música “Oração pela família” (Pe. Zezinho – CD Alpendres, varandas e lareiras – 12357-9.)
Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus,
daqueles que são chamados segundo o seu desígnio.
(Rm 8,28)
Dinamica Sopro da unidade
OBJETIVO
·
Mostrar
a importância e a força da Eucaristia. Esta atividade pode ser aplicada nos
encontros de preparação para a primeira eucaristia. A missa é uma grande festa
que une os cristãos pela eucaristia, além de ser o alimento que fortalece a
caminhada crista. Nela encontramos força para enfrentar e superar os problemas.
MATERIAIS
·
Chapeuzinhos
de aniversario;
·
Barbante;
·
Folhas
de sulfite;
·
Furador;
·
Retalhos
de cartolina nas cores amarelas e brancas.
COMO
BRINCAR
·
Reproduza
os bonecos (conforme modelo a baixo), com papel de dobradura com número de
catequizandos, e identifique-os com o nome de cada um. Divida-os em dois
grupos. Faça dois varais de barbante. Perfure os bonecos e transpasse-os no
barbante. Com os retalhos de cartolina, confeccione dois cálices e duas hóstias
(conforme modelo), simbolizando a eucaristia, e fixe os símbolos no final de
cada varal. Todos recebem um chapeuzinho de aniversário. Se for possível,
divida-os de acordo com as cores do chapeuzinho. Cada grupo se dirige a um
varal. A atividade consiste em unir todos os bonecos pelo sopro, conduzindo-os
até o final do varal. Cada participante deve soprar um de cada vez. A força do
sopro 0do grupo moverá os bonecos até a eucaristia.
·
SUGESTÃO:
celebrar a festa da vida com orações, cantos e partilha do pão e suco de uva.
Vede
que um grande presente de amor o Pai nos deu:
Sermos chamados filhos de Deus! E nós o
somos!
Se o mundo não conhece, é porque não
conheceu o Pai.
(1 Jo 3,1)
O DOUTOR BONS MODOS
Cenário:
O consultório do Doutor ou algo similar.tipo uma cadeira e uma mesinha como se fosse UPA
Personagens:
Tião – um menino- Agressivo, grita, bate nas crianças e irmão.
Dr. Bons modos (Engraçado – com alguma característica de palhaço-Estetoscópio no pescoço, roupa branca)
Enfermeira – Dona Educação – Usa muito as boas maneiras – Palavras como: Obrigada, por favor, com licença.
Leninha Pegacoisas – Pega coisas dos outros (roubo)
Maria Teimosa – Insociável e desobediente e teimosa
Carlinhos Mexemtudo
Inicia.
Enfermeira (ao telefone):
Alô? Bom dia. Sim, é do consultório do Dr. Bonsmodos.
Não senhora.
Ele só atende crianças
Que não tem educação
E resolve seus problemas
Sem fazer operação...
Doutor (entra) – Bom dia, Dona Educação. Como estão as coisas hoje?
Enfermeira – Bom dia, doutor Bonsmodos. Pelo jeito as crianças estão piorando. Muitas mães e professoras têm chamado durante toda a manhã.
Doutor – Isso é grave. E quais são os sintomas?
Enfermeira – Falta de educação , grosserias e outras coisas... Alguns parecem mesmo incuráveis.
Doutor – Bem, bem, deve ser alguma epidemia. Falta de educação é contagiosa.
Enfermeira – São sim Dr. O Sr. Já reparou que se um menino tem maus hábitos, logo os seus amigos também aprendem?
Doutor – É verdade. Verei o que posso fazer. ( Entra Tião, empurrando alguém -o irmão).
Bem, aí está o nosso primeiro caso. O tipo de garoto que gosta de bater nos
Colegas e irmãos.. Bom dia, jovem!
Tião (gritando)- O senhor é que é o velho Dr. Bons modos, é?
Doutor – Sim, sou. Mas não precisa gritar. Qual é o seu nome e qual a sua dificuldade?
Tião – O meu nome é Tião
E dizem que eu não tenho educação
E bato nos meus amigos e também no meu irmão.
Doutor – Hum! O caso é muito grave. Dona Educação quer ter a bondade de ajuda-lo a sentar-se enquanto eu vou buscar os instrumentos? (sai)
Enfermeira – Pois não, Dr. Deixe-me ajuda-lo Tião. Por favor sente-se aqui.
Tião – Não preciso de ajuda de ninguém. (Joga-se na mesa)
Enfermeira – Eu estava apenas querendo ser Educada.
Doutor (entra com uma colher e uma fita métrica) Agora vamos ver. Abra a boca jovem e diga: ah!
Tião (gritando) – aaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!
Doutor – Um pouco áspera...
Enfermeira – E muito alta...
Doutor – É isso o que a falta maneiras faz com à garganta. Eu tenho a impresão que se nós pincelarmos a sua garganta com Azul fale baixo de Mitileno...
Enfermeira – Eu vou busca-lo Dr. (Sai)
Doutor – Se você soubesse, meu filho, como é feio bater nos amigos e no irmão e falar sempre gritando...
Tião – É muito feio é?
Doutor – Se é... Você nem pode calcular...
Enfermeira (entra) – Aqui está o remédio Dr.
Doutor – Muito obrigado, Dona Educação. Tião, eu acho que depois disto você vai melhorar bastante. Agora, abra a boca. Assim... Não tenha medo que não vai doer. (pincela) E então? Doeu?
Tião Não, nem um pouco.
Doutor – Muito bem, muito bem – Agora, deixe-me ver o seu braço direito (examina o braço) Um bom braço...(Tião faz cara alegre) pena que...(Tião fecha o rosto, demonstrando preocupação)
Tião – O que o Sr. Acha desse músculo, heim Doutor?
Doutor – Ótimo Tião, mas é uma vergonha gastar um músculo tão bom batendo nos amigos e no seu irmão. Qualquer dia você vai precisar dele para brincar, jogar futebol e quando crescer para trabalhar...
Tião – É verdade, eu nunca pensei nisso...
Doutor – Bem eu acredito que com essas pílulas de “sossego”, você ficará curado. Agora sente-se ali e fique quieto um pouquinho.(ele senta – entram Maria e Leninha brigando. Carlinhos também entra e vai mexendo em tudo).
Leninha –(pega a boneca de Maria): Eu quero esta boneca, é minha!
Maria – Devolva a minha boneca , não é tua. Você tem mania de pegar coisas dos outros (gritando)
Enfermeira – Silêncio crianças! Não mexa nas coisas do Dr. Bons modos, menino! Sente-se ali e fique quietinho que ele já vai atender você.
Maria – Chíii! Lá está o Tião. Pelo jeito ele deve estar doente. Nunca vi o Tião tão quieto assim.
Tião – Mas eu não estou doente. Estou aqui me sentindo muito bem.
Doutor – Ótimo, Ótimo, o remédio já está fazendo efeito. Agora crianças, vamos ver o que posso fazer por vocês. Você primeiro. Como é que você se chama?
Leninha – O meu nome é Leninha.
Dizem que não tenho educação
Gosto de pegar coisas
Não me controlo não!
Doutor – Hum... Sim, Sim...
Enfermeira – É uma pena! Ela poderia ser uma menina tão bonita e educadinha!
Helena – Eu não quero ser educadinha. Quero ser como sou!
Doutor – Mas minha querida, pegar coisas dos outros é um péssimo costume. Sente-se aqui na mesa e vamos ver o que se pode fazer. (Pega o livro e consulta) Hum... sim, eu acho que é isso...
Enfermeira – O sr. Acha que tem cura Doutor?
Doutor – Eu espero que sim. O meu livro de conselhos diz que nesses casos o único remédio é o Devolvetudojá.
Enfermeira – Háa sim, eu vou pegar. Quantas gotas Doutor?
Doutor – Uma gota quantas vezez forem necessárias ao dia. Enquanto ela continuar pegando coisas dos outros terá que tomar o devolvetudojá.(A enfermeira pinga na boca de leninha).
Leninha – Aiii... Que amargo!
Enfermeira – Agora devolva essa boneca que você pegou da menina.(Helena olha para a boneca e diz):
Helena – Que vergonha! Eu peguei mesmo essa boneca da Maria! Vou devolve-la sim.(Helena devolve a boneca para Maria).
Maria – Que alegria! A minha boneca. Você devolveu. Obrigada Leninha. (Dá-lhe um beijo).
Helena – Doutor, estou me sentindo tão bem!
Doutor - É sinal de que o remédio está fazendo efeito, Leninha.Sente-se ali, ao lado o Tião e vamos ver se o tratamento continua dando bom resultado. (ela senta). O próximo...
Maria - Eu sou a próxima
O meu nome é Maria Teimosa.
Quando é hora de estudar
Eu sou mesmo um perigo
E por não me comportar
Fico sempre de castigo.
Enfermeira – É doutor, aqui no prontuário está escrito que ela é muito teimosa, que desobedece a professora, fazendo tudo o que quer. Não quer entrar na sala de aula, não brinca com ninguém, e não faz amizades e nem cumprimenta as pessoas.
Maria – Sim, e estou muito zangada (brava).
Doutor – Verdade? E porque está zangada?
Maria – Fico sempre de castigo (reclamando)
Doutor – Bem, Maria, eu acho que na escola devemos ter muito bons modos.
Vamos tentar ajuda-la. Às vezes os piores casos são mais fáceis de se resolver.
Vamos coloca-la na “ balança dos bons modos”, a minha última invenção para
medir maneiras...
Enfermeira – Está bem, por favor Maria, venha cá um instantinho.
Maria – O que é isso, hem?
Enfermeira – É a “balança dos bons modos”.
Agora fique quietinha aqui em cima e faça o que o Dr. Mandar.
Doutor – Respire fundo, Maria...
Maria – (respira) – Assim?
Doutor – Hum... Hum..
Maria – O que é que há? Eu pensei que pessasse bastante.
Doutor – Não nesta balança, meu bem. Ela só marca o peso das boas maneiras e nela você está pesando apenas 500 gramas. Bem menos de um quilo. Você está bem magrinha.
Maria – Tão pouco assim?
Doutor – Pois é precisamos dar um jeito
Dona Educação, ainda temos aí aquelas pílulas de “Bom comportamento”?
Enfermeira – Temos sim Dr., vou busca-las. (sai).
Doutor - Ouça um conselho, minha filha:
A pior coisa desse mundo é uma criança sem modos e sem educação. Você não acha Maria?
Maria – Sim Doutor!
Enfermeira (entra) – Aqui estão, Doutor, as pílulas de bom comportamento.
Doutor – Muito obrigado. Bem, agora estenda a sua mão, Maria, e,tome uma pílula.
Maria – Só uma? Me dá mais se não eu não tomo.
Doutor – Ah... Ah...Lembre-se de suas maneiras (ela toma) Agora sente-se ali com os outros. Ah! Ótimo, temos mais um paciente: Venha , entre... Vamos ver o que se pode fazer com esse menino. Qual é o seu nome?
Carlinhos – Carlinhos Mexentudo.
Eu gosto de mexer em tudo (Mexendo)
E não sei ficar parado
E quando se quebra coisas
Sou eu sempre o culpado.
Doutor – Pois é, Carlinhos, você também tem um péssimo costume, e que não fica nada bonito para um menino tão engraçadinho como você. Onde já se viu andar mexendo em tudo e quebrando coisas. Dona Educação, a senhora não acha que um pouco daquela pomada “Não me toques”, faria o Carlinhos se comportar? (mexe em tudo e derruba coisas).
Enfermeira – Eu creio que sim doutor. Eu vou busca-la. (sai).
Carlinhos – Eu acho que é Por eu ser tão desastrado que os meus amigos não me convidam mais para ir brincar nas suas casas.
Doutor – Então, está vendo como é ruim a gente não ter bons modos?
Enfermeira – (entra) Pronto, Dr. Aqui está a pomada “Não me toques”.
Doutor – Bem, Carlinhos, dê-me a sua mão. (passa a pomada).
Carlinhos – Eu já posso ir embora?
Doutor – Ainda não. Sente-se ali com os outros que eu quero examina-los mais uma vez.
Tião – Mas doutor, por que nós vamos ser examinados outra vez? Eu não sinto mais vontade de bater em ninguém e nem de gritar...
Leninha – E eu não tenho mais vontade de pegar coisas dos outros.
Maria – E eu quero chegar em casa e dizer para a mamãe: Por gentileza, já posso almoçar?
Carlinhos – E eu, depois que fizer a lição, vou me sentar e ler um bom livro, sem amolar ninguém.
Enfermeira – Oh! Doutor. O senhor fez um trabalho maravilhoso.
Doutor – Sim, Sim, parece. Isso porque no fundo todas as crianças são boazinhas. É, mas a falta de boas maneiras é uma coisa muito engraçada. A gente pensa que elas foram-se embora e de repente elas voltam.
Enfermeira – Mas Doutor, deve haver um modo de tornar as boas maneiras permanentes.
Doutor – Sim há. Mas isso tem que vir diretamente de um lugar que está aqui dentro (aponta o coração): O coração! Por isso é que eu quero ouvir os seus corações. Você primeiro Tião. (ausculta o braço do Tião)
Tião – Ei Doutor, o meu coração não é aí!
Doutor – Sim, eu sei, (coloca no lugar certo).
Só queria saber se o seu coraçãozinho está no lugar certo . E o seu está. Isso é
muito bom.
(Ausculta o Coração de Leninha): Também o seu está no lugar:
o de Maria – E o seu tem uma boa batida.
O de Carlinhos – Bom, bom. Todos os seus corações estão nos lugares
certos.
Tião – Mas Doutor, o que é que nossos corações tem que ver com isso?
Doutor – Tem muito, Tião. Se ele estiver no lugar certo, você sempre terá respeito e consideração pelos mais velhos e por todo mundo – e aí está o segredo das boas maneiras.
Leninha – Sim doutor, nós queremos ser bonzinhos, mas não sabemos de que maneira faze-lo
Doutor – Façam apenas o que o seu coração mandar e lembrem-se de uma coisa que é muito importante. Tratem os outros como gostariam de ser tratados por eles. E para não esquecer prestem atenção, na musiquinha que eu vou ensinar.
Musica.
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